domingo, 31 de janeiro de 2016

A Morte das Borboletas

Tantas passagens de pessoas que vão e nem olham para trás na indecisão de voltar... Tantas noites passadas acordada, agarrada a uma almofada molhada por lágrimas de saudade de quem não sente saudades de mim. Posso contar pelos dedos os rapazes que tiveram esse efeito em mim... E lembro-me em como tinha perdido a esperança de todas as vezes que algo acabou. "Sem ele não há como seguir em frente, eu não quero", "Nunca haverá ninguém como ele"... mas com o tempo iam aparecendo pessoas que faziam isso mudar!
Tive a minha fase negra, quem não a teve? Acabei com ela talvez no momento em que me ensinaste o que eu pensava ser amar... Que tola! A verdade é que travas-te a minha ida por ali abaixo e me fizeste subir o poço no qual descobri que havia fundo! Com ilusões tiraste-me das garras do lado escuro e sombrio da vida, há muito despedaçada...
Como é que alguém consegue dizer que ama, sem o fazer? Ainda hoje na minha ingenuidade me pergunto isso... Parece-me algo tão desnecessário, tão falso. É que a maior mentira não é aquela que contas aos outros mais sim aquele em que te convences! Eu sei que nunca me amas-te , como disseste várias vezes que fazias, mas também sei que te devo a ti uma grande lição na minha vida! Talvez varias lições... Talvez por isso, sinta cá dentro que gostaria de poder ser tua amiga... talvez funcionasse. Talvez nem seja mesmo um desejo, talvez seja só um delírio meu momentâneo! A verdade é que gostava de te poder aconselhar, havia tanta coisa errada que fazias na tua vida e que eu não te dizia por medo da reprovação... Pergunto-me se terás alguém do teu lado que te aponte as tuas falhas e te encaminhe quando estás perdido... De qualquer forma acho que isso não me diz respeito e se calhar não me interessa assim tanto.
Foi bom que tivesse acabado, naquela altura, tivemos o nosso tempo, não o aproveitamos, agora nem vale a pena olhar para algo que está lá atrás. Tiras-te muito de mim, peças que talvez não as volte a encaixar, fizeste o teu estrago, talvez agora algum o possa concertar! Adeus.


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