segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mais dias tristes!

Mais uma vez vou passar os dias a olhar desnorteada para o meu telemóvel à espera que por milagre tenha chegado uma mensagem tua... ando com ele atrás como se a qualquer momento isso fosse possível acontecer, mas não é... As piores alturas é quando toda a razão da nossa zanga me vem à cabeça e relembro toda a discussão... Matou-me por dentro, não há outra descrição possível, senti o meu mundo a cair e tudo a desmoronar-se fora do meu controlo! Senti que tinha perdido o ar que respiro e que por momento esqueci-me de como se vivia. Sinceramente a cada discussão que passa eu fico um pouco mais farta de isto tudo, mas por outro lado imagino o quanto me ia doer deixar de lutar por nós, desistir disto e deixar-me ir, sem ti. Senti algo parecido na sexta-feira com aquela conversa, tive sorte em estar com a minha melhor amiga, que não me deixou cair. Fiquei com os olhos inchados, inexpressivos, tristes, opacos e tudo o que me fazia lembrar de ti também me fazia chorar. Os meus soluços eram altos e sustinham-me a respiração por demasiado tempo até perceber que tinha de inspirar para não desmaiar. Senti uma dor forte dentro do peito como se o meu coração tivesse sido arrancado e uma enorme vontade de morrer, fugir de tudo e fingir que nada se tinha passado, que tu nem sequer existias ou tinhas passado pela minha vida. Agora não me respondes, sinto tanto a falta de quando éramos apenas amigos, é verdade que as cenas de ciumes sempre existiram, mas não chegaram a extremos destes...
Passei o dia todo a tentar me distrair, porém sei que à noite quando me deitar na cama abraçada ao teu casaco as lágrimas vão escorrer pela minha cara como se fossem infinitas e não tivessem fim. Ao menos já estou em casa, apesar do apoio da Maggie ser óptimo, preciso mesmo do meu espaço neste momento, de sofrer sozinha, lidar da minha forma daquilo que me está a magoar e a matar por dentro. Tive e tenho tanto medo de te perder, ver-te dizer que eu não te fazia feliz porque não sou o que tu queres, ou como tu queres, e ouvir-te falar daquela forma em relação à tua ex, como me magoou. O meu corpo foi todo uma convulsão e durante horas chorei e resumi-me em lágrimas e falta de ar. Ainda agora quando me lembro daquele sms, meu Deus, doí tanto... porque é que doí tanto? Só consigo pensar no que aconteceria se ela voltasse, será que me deixavas para ficar com ela? Porque é que eu não consigo ser suficientemente boa para ti? Não aguentava ser substituída por ti, não agora, não nunca! Amo-te mais do que a qualquer outra coisa neste mundo e a possibilidade de deixar de ser parte da tua vida é como uma chama que arde dentro de mim lentamente, dolorosamente e faz-me sangrar interiormente como agulhas espetadas por toda a parte!
O facto de eu precisar mais de ti do que tu de mim é perceptível, e sinto-me cada vez mais a afundar, a seguir um caminho escuro e negro que eu não devia seguir... O que mais me incomoda é o facto de eu saber que por mais consciente  de que no fim eu vou-me lixar à grande que eu esteja, também sei que não paro de te amar, não paro de lutar, de me esforçar.
Os próximos dias vão ser dolorosos, tenho essa noção, porque não vais dar o braço a torcer e não me vais falar, vais continuar chateado comigo até tu próprio te fartares disso... Vai ser difícil passar os dias a fingir que não existes e a resistir aos impulsos de dizer que te amo, de te pedir atenção e que me respondas! Vou ter de me abstrair e arranjar coisas para me ocupar... não posso passar demasiado tempo parada, senão começo a refletir e vai dar porcaria! Nada de músicas tristes, ou que me façam lembrar-te ou de filmes demasiado dramáticos! Mais dias sem ti, mais um longo período de saudade, tristeza e carência de te ouvir dizer que me amas e que eu sou tudo para ti! Mas uns dias a tentar lembrar-me de não estou sozinha neste barco e que tu, apesar de tudo, ainda remas comigo! Vou continuar a tentar, e se for preciso mudar ainda mais a minha forma de ser, estar e pensar, que se mude! Desde que no final esteja contigo por mim estará tudo bem... eu irei-te amar sempre!

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