sábado, 9 de maio de 2015

Bizarro

Porque me mostraste
uma falsa felicidade ingénua
e a deixaste morrer no caminho?
Porque iluminaste o meu coração
com a fraca luz de uma vela
e em seguida com um sopro a apagaste?
Porque iniciaste uma nova história
em páginas velhas de um caderno
e com o tempo as arrancaste?
Invades os meus sonhos
sem permissão, sem piedade
e com o tempo vais enegrecendo-os
tornando-os mais escuros
até os meus olhos não poderem mais
de tanta água que carregam
cansados e molhados
Desenhei um esboço futurista
de uma vida pouca realista
e com uma borracha esborrataste-o!
Criaste sombras a carvão
cinzento, horrendo
num desenho a cores vivas
e mortas pelos teus traços
Anoiteces-te uma paisagem
iluminada, queimada
como um antigo retrato pela luz do sol
Não desisto e não sei porque,
que força me traz aqui?
que vontade me empurra para ti?
e por mais que eu saiba que exista
eu não imagino qualquer fim.

Sem comentários:

Enviar um comentário