É engraçado, depois de alguns meses perder algum tempo a olhar para trás e ver onde tudo isto começou... em como sempre tiveste perto de mim mas eu nunca reparei. Talvez se tivesse reparado nada se tivesse desenrolado como desenrolou, talvez hoje não fossemos dois namorados ao lado um do outro para o que der e vier. Porque eu estou aqui mesmo para tudo sabes? Venha a maior tempestade, que a nossa vida vire o pior dos infernos, que corra tudo mal e mesmo assim eu não vou desistir, porque todo o mal parece melhor quando estou a teu lado.
Nunca me passaria pela cabeça que ia gostar tanto de ti, que te ia amar tanto, que te ias tornar tão indispensável na minha vida, mas a verdade é que essa é a realidade que hoje eu vivo. Naquela noite de inverno que vieste falar comigo foi tudo muito estranho... Por um lado não queria conversar demais, não queria pensar que poderias estar interessado, mas por outro a tua conversa tornava-se viciante, queria saber mais sobre ti, conhecer-te melhor e com o tempo o coração venceu a batalha contra a razão. Tantas foram as vezes que pensei para mim mesma que estava a imaginar coisas, que de certeza que nada passava de simpatia tua, que só querias jogar conversa fora, mas também não foram poucas as vezes que pensei que talvez desta vez pudesse dar certo, talvez me devesse permitir apaixonar-me uma última vez.
Os dias e semanas foram passando e cada vez era mais difícil não falar contigo, mas ao mesmo tempo sabia que não podia estar sempre a puxar conversa, não podia mostrar-te que de certa forma estava interessada em algo mais do que uma amizade, mas acontecimentos foram desencadeando-se de forma a não ter outra saída senão apaixonar-me por ti.
Não sou boa a guardar memórias pela ordem cronológica certa, muitas vezes até deixo momentos perdidos no tempo, não porque não foram importantes, mas porque sou mesmo assim, não me baseio no passado, mas vivo o presente intensamente. Mas algo que não me posso esquecer é do nosso primeiro beijo. Aquela noite em que depois de me livrar de muitos penaltis de bebida, porque já sabemos como eu sou fraca com o álcool, acabamos por conseguir ficar para trás da multidão e eu senti a primeira vez o toque dos teus lábios nos meus. Senti uma mistura de coisas que nem posso descrever, senti o desafio, a consequência, o doce da tua língua, senti a vida a testar-me novamente, a meter na minha vida alguém por quem eu me podia facilmente apaixonar mas que eu escolhia lutar contra isso. Depois disso houveram dias que entrava no café e a única coisa que eu queria era o relembrar do teu beijo, mas não podia. Queria só o teu toque, mas nem estar muito perto de ti me era permitido. Não podíamos dar muito nas vistas senão depois iam falar ...
Acho que chegou um momento que eu já tinha entendido que não havia mais volta a dar, que estava mesmo apaixonada por ti mas não te podia dar a entender isso, não sei, talvez tenha falhado nessa missão... Quantas foram as vezes que eu cheguei ao café à tua procura e tu não estavas lá, mas também não te liguei para saber se nos tínhamos desencontrado. Nunca quis mostrar-te que me tinhas na mão, quando eu própria sabia que era só chamares e eu ia onde quer que tu tivesses.
Chegaste a minha vida num momento em que eu não queria ninguém a meu lado, queria construir o meu futuro sozinha, sair de casa e viver a vida com que sempre sonhei. Agora olhando para trás entendo que sonhei tudo mal, porque nenhum dos meus sonhos te incluíam a ti e agora é impossível pensar no futuro sem pensar que vou estar a teu lado. Não podia estar mais agradecida por te ter na minha vida porque antes de ti, eu sei que não sabia o que era amar e ser amada... de verdade!

Parabens pelos textos e pelo blog. Eu adorei e estarei sempre por aqui
ResponderEliminarhttp://atraentemente.blogspot.com.br/