quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Perdida

Volto a escrever-te como se ainda fosses o meu porto de abrigo quando há muito que ele se desmoronou. Talvez nunca sequer tenhas chegado a sê-lo, mas que importa isso hoje?
A vida anda difícil. Cada dia que passa noto mais os obstáculos que o destino teima em colocar no meu caminho e não entendo porque! Não o entendo o porque de ser tão castigada e de tanto azar.
Ultimamente tenho pensado mais em ti (alguma vez deixo de o fazer?)... A verdade é que escrever para ti é como falar com a minha consciência, são desabafos surdos. 5 décimas afastaram o meu sonho de mim... Como sempre lutei, acreditei até ao fim e nada me foi dado como recompensa... O meu sonho de ir para Peniche tirar a minha licenciatura em biologia marinha foi afastado de mim por 5 míseras décimas!
Não tenho nada, nada... A vida tirou-te de mim, agora a oportunidade de sair daqui e lutar por aquilo que sempre quis. Ando tão perdida. Não sei o que fazer... Sinto que nada do que faço está certo, ou que nunca dará certo. Sinto que acredito sempre no vazio. Sonho com ecos distantes...
5 décimas comprometem o meu futuro, aquele com que sempre sonhei... E o que é isso comparado à falta que me fazes? Apercebo-me cada vez mais que trocaria qualquer um pelas 5 décimas que faltavam, até tu que foste e seras sempre o homem da minha vida.

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