sábado, 13 de junho de 2015

Pouco a dizer, muito a sentir

Já há tão pouco a dizer... Sinto que o que sentia antes tem de ser enterrado e acho que é isso que ando a fazer aos poucos. Vivo cada dia a tentar distrair-me de em certo ponto a chegada dos exames está a fazer-me bem, ando distraída a estudar e não penso em mais nada a não ser no próximo ano em que estarei longe daqui, longe de ti... Apesar de ter sofrido tanto com a tua perda é engraçado o quanto isso me fez crescer. A minha melhor amiga no outro dia estava a escutar-me e dei por ela a olhar-me de lágrimas nos olhos e a dizer-me o quanto estava orgulhosa de mim e o quanto eu tinha mudado. É... de facto sinto que esta história toda foi um "abre olhos". Fizeste-me entender que dei demasiada importância, quando tu não davas metade dessa importância. Chegou a uma manhã em que acordei e pensei: "Não, tu não vais sofrer por ele... Não tu não vais continuar a chorar dias e noite, não vais descer outra vez para o buraco escuro e frio onde o Diogo te meteu à uns tempos! Não, tu vais dar valor a ti mesma e vais deixar de ser estúpida e acreditar que todos eles te dão o valor que mereces..." Porque o que eu sempre disse foi que eu não te merecia e tu merecias muito mais de mim... Mais uma vez deitei-me no chão para que alguém passasse por cima, tal como fiz montes de vezes com o Diogo e repetiu contigo. Ninguém morre com o fim de uma relação e a verdade é que existe muito peixe no mar... Ainda tenho muita vida pela minha frente e não posso perder mais um ano da minha vida a chorar por alguém que não perde um segundo da dela por mim! Tenho esperança, essa será como sempre a última a morrer. Não foste o último rapaz para mim, tal como eu nunca serei a última rapariga para ti, por mais que eu o quisesse. Por mais que amasse estar contigo e ser "tua", no fundo foi um alivio o fim desta relação, sentia falta da minha liberdade para estar com os meus amigos, para falar com o meu melhor amigo ao telemóvel, para agir como sou sem estar sempre a pensar se terei ou não a tua aprovação! Tinha falta de ser quem era e não aquilo que tu querias que eu fosse e que cada dia tinha um novo requisito mais difícil de cumprir! Uma amiga minha abraçou-se a mim e disse que tinha saudades minhas... da Joana sabes? Aquela que tu "re"conheces-te numa noite de sábado debaixo do escuro da noite iluminado pelas estrelas e que tu moldaste a teu gosto durante os 3 meses que me tinhas. Supostamente apaixonaste-te por alguém que depois tentas-te mudar. Mas o maior erro foi o meu por ter continuado a alimentar esta loucura e ter-me deixado mudar! Nunca fui como era contigo, nunca o deveria ter sido! Fingir que não ouvia pessoas na rua para não ter de falar com elas, ser mal educada com rapazes para não ter de comunicar, isto não é lealdade! Não é fidelidade! Isto é ser encerrada dentro da porcaria de uma gaiola com autorização para comer, dormir e (fantasticamente) respirar! O que me pedias não era amor... pedias-me servidão! E eu burra tentei dar-ta quando nem deveria ter passado pela minha cabeça sequer tentar!
A nossa separação foi o destino a dar-me uma ultima oportunidade de sair do buraco onde me estava a meter! O meu maior problema foi ter-te amado e ter tentado a todo o custo fazer-te feliz! O meu maior erro foi ter sequer pensado que podia dar mais, porque tu merecias muito mais e eu podia passar por cima de mim própria para te dar isso! Olho para o meu dia a dia e entendo a falta de mim que os outros sentiam, a falta de brilho que eu própria sentia e que recompensava com pensamentos sobre ti. Tinha-te a ti não precisava de mais nada... Deixei-me levar provavelmente pelo sonho de uma menina de 13 anos que andava no 8ºano que se deixou encantar por um rapaz mais velho que para ela era o mais lindo da escola... Deixei-me levar por um desejo que me foi negado no passado da forma mais cruel possível e que de repente é trazido para o presente e me é dado de mão beijada. Se o destino não quis à uns anos porque haveria de querer agora? Tomo-te como uma lição de atitudes que nunca na minha vida deverei tomar: 1- dar segundas oportunidades a pessoas que me magoaram imenso no passado; 2- mudar por alguém; 3- pensar que as pessoas merecem mais do que o que eu realmente sou. Tomo-te como um exemplo de que quando o passado volta não pode ser para coisa boa! Infelizmente foste o meu primeiro amor de juventude, quando nem eu própria sabia bem o que era gostar... e infelizmente irei sempre guardar um carinho muito especial por aquilo que foste na minha vida na segunda vez que nela participaste (pelo menos no que toca aos pontos positivos) e irei muito provavelmente guardar um desejo secreto da tua volta, que espero que nunca aconteça, pois perdoar-te-ia vezes e vezes sem conta.

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