Tanto passa pela vida sem sequer ser questionado, sem sequer ser lembrado com o passar dos dias... Tanto é esquecido por entre horas e minutos que passam e não deixam mais espaço na memória. Mas também há muito que é recordado e imortalizado na nossa mente como uma recordação vitalícia, como se não fosse possível contar a história da nossa vida sem passar aquele capítulo a pente fino!
Penso na nossa pequena história de amor como um grande capítulo da minha existência, talvez até a minha própria existência e não consigo senão relembrar somente os momentos bons e sinceros! Aqueles momentos em que sou só eu e tu, e quando olho lá para fora vejo o mundo inteiro e vejo que já nada teria sentido sem te ter do meu lado. Como ver a beleza de uma flor, soltar um sorriso com o chilrear de um pardal ou mesmo apreciar a doçura de uma criança, se vivermos num buraco? Num buraco escuro, húmido, penetrante, medonho que nos deixa sem ar, sem visão ou qualquer outro sentido físico que nos permita apreciar e dar valor ao que quer que seja! Um buraco difícil de deixar para trás e de lá sair! E quantas vezes imaginei, uma mão forte a puxar-me do escuro e nunca em qualquer altura foste tu aquela mão... Tu?? Nunca! Foste um dos que à tempos, eternidades atrás me empurrou para lá, mas ao contrário de todos os outros foste tu que me tirou de lá... as escadas de acesso ao nascer-do-sol, ou até mesmo o próprio sol. E tenho medo.. tenho, meu amor, tenho medo que um dia te lembres que devias ter feito algo diferente e que vais a tempo de mudar o que está mal, e o que está errado seja eu... que me voltes a largar e eu volte a rebolar para onde se calhar nunca me deveria ter atrevido a sair. Só peço que me ames, não para sempre porque ambos vamos ter um fim, mas que me ames enquanto te seja possível!
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